domingo, 13 de dezembro de 2009

Natal sem compras

Teria coragem de viver um Natal sem compras?

Intitula-se assim o artigo do JN escrito pela jornalista Cláudia Luís que conta com os comentários da psicóloga Ana Queiroz (obrigada Calíope pela dica no teu post).

Sobre isto alguns pensamentos….

Em minha casa há muito que não compramos desenfreadamente no Natal. Como família numerosa que somos – mais crise -  isso tornou-se simplesmente insuportável (e ridículo). Jogamos aquilo a que chamamos “o amigo secreto”, o que faz com que cada pessoa compre apenas uma prenda. Infelizmente, crianças não entram e, para elas, as prendas, prendinhas e afins vão-se abrindo, uma após a outra em histeria e, da mesma forma que se acumularam à porta de casa onde simulamos a entrada do Pai Natal, sei que se acumulem em casa, esquecidas, muito pouco tempo depois.

Não sou melhor do que ninguém, mas recuso-me a dar prendas às crianças só para que a cunhada, irmão ou irmã anotem na listinha que eu dei presente. Na verdade, desde que me tornei emigrante, faço questão de juntar esse dinheiro e passar um dia com os meus sobrinhos, sem pais, sem mais ninguém, de alguma forma para compensar o resto do ano em que não estou com eles. O ano passado fomos ao cinema (grande aventura levar 5 crianças com idades variáveis – e uma ou outra ainda com medo do escuro – ao cinema). Pipocas, bebidas e hamburguer pós-cinema incluídos, pronto, que ainda assim são crianças.

Este ano estou com alguns problemas na decisão: Jardim Zoológico (embora isto seja uma ideia gerada com o calor de Singapura, que poderá ser difícil de concretizar em Dezembro), Oceanário (que eu não gosto particularmente), uma ida ao bowling (que não vai de encontro aos gostos de todas as crianças, dado que, mais uma vez, as idades são variadas)… ou cinema outra vez. Suggestions accepted!

Da mesma forma tento agir com os adultos. Geralmente juntamo-nos todos e damos uma prenda maior aos meus pais, por exemplo. Normalmente um fim-de-semana em alguma pousada. De há um ano para cá, tento motivar o resto da “equipa” a organizar uma coisa em conjunto…. um dia aqui, um dia acolá… Mas é sempre tão mais fácil comprar uma máquina de cozinhar arroz… ou este ano uma máquina de café (utilíssimo para quem bebe 1 descafeinado por dia, se tanto), como sugerido por um dos membros da dita. 

Sou assim para os outros, sou assim para mim. Como digo sempre não me dêem uma prenda, venham jantar comigo. E quem me conhece sabe que assim é. Não preciso de nada, eu compro tudo o que quero e preciso (e o que não preciso também, infelizmente).

Mas o melhor de tudo é o consumismo desenfreado em Singapura, onde nem sequer se celebra o Natal (os Chineses não comemoram o Natal). Alguém me explica isto??? (Isto foi a semana passada. Esta semana nem ousei pôr os pés no centro da cidade).

CIMG1194 Um beijo com saudades (e claro que a minha mala vai cheia de prendas, não de Natal, mas de lembranças da Ásia).

3 comentários:

Ana Rita disse...

Tenho uma ideia p passares o dia c as tuas sobrinhas...chama-se kidzania, é um playground no dolce vita tejo em q eles experimentam as várias profissões, ganham "dinheiro" e trocam-no por souvenirs no fim. Os miúdos têm adorado. Fazem de polícia, ou médico ou de menina de registadora num super, etc.
Este ano vou dar uma única prenda de natal lá p casa: uma máq de café, tipo dolce gosto,delta ou nespresso (ainda estou a escolher!)...mas nós bebemos mm mto café :D

Calíope disse...

Sempre às ordens, querida leitora :D

Calíope disse...

Eu li o meu nome e vim cá agradecer. Depois voltei ao post para o acabar de ler. Acho isso mesmo: é melhor fazermos coisas sentidas e em conjunto com as pessoas de que gostamos do que dar uma prenda a tudo o que se move com a desculpa 'ah é Natal...'. Btw, jantar marcado quando puseres os pés cá no burgo!