sábado, 17 de julho de 2010

Dissertation about business, business women & how love and a hut is such a ridiculous idea

E agora a partir de Singapura, eis que me surge inspiração, agora em Inglês.

Only those who do not travel for business have a positive idea about it. Yes, it is extremely interesting to meet new cultures, to try new cuisines, to experiment new ideas, places, situations… Then…Well, then comes the weekend and suddenly all your colleagues, who are working with you during the week, go back to their families. And there we are, in the hotel room or outside in a bar/restaurant/nature, surrounded by people, sometimes even meeting new people, but alone. And that’s when I think: how can people like myself go back to their “families”=husband and kids (?!) if we have no time to search for one? How can we have a relationship if we have no time to invest on it?

Living in Austria has been a total chaos in terms of perspectives of a love life. The cultural difference is so big that I can say without blinking I will never ever marry or have kids with an Austrian guy. I want my kids to kiss their aunts and not to shake their hands! So I turned to long distance relationships. Oh, these marvelous things. No fighting, no disagreements! Lots of wishing, waiting, praying, thinking and longing. Longing that the day will come when you can finally be together with the one you have been waiting for for months. We are able to “squeeze in” some days in between trips to Asia, Africa, Brazil, etc to be with that person. We try to forget the fact that in 3 days we will be flying to the other side of the world where your agenda will be so full (and you still haven’t finished that presentation!!!) that you are afraid you will not even be able to manage that. But for those 3 days your mind has to be completely free, because after all, you have been waiting for 3 months to be with this guy! And I tell you my friends, this is IMPOSSIBLE! And then months go by in this situation. In your mind there is this thought that maybe one of you will give up their jobs, their families, their world and move next to the other. Just like in the movies. The concept sounds great there: You and me and just looooove and a hut! But this does not happen in real life. In real life there are bills to pay, emigration processes, moving problems, all sorts of things that are not accounted for in the cinema.

So then you are alone again, in a Singaporean hotel, but actually learning to live alone and not to expect miracles. Actually giving up on even trying to get one. Imagining your future at 40, joining your nieces to the disco and being “the coolest aunt” ever! Se assim for, não ‘tá mal!

Um beijo com saudades.

4 comentários:

L Parreira disse...

Ines,

Espero que não te importes que o meu comentário à tua dissertação em inglês seja feito em português.
Em primeiro lugar, gostaria de te lembrar algo de que te pareces esquecer constantemente, tu tens 27 anos! Acho que é muito cedo para começares a imaginar como será a tua vida aos 40, pensa nas coisas que te aconteceram desde que acabaste o curso e pensa que só passaram 5 anos. Como é que podes sequer tentar adivinhar o que vai acontecer em 13 anos. Até pode ser que chegues lá solteira e sejas a tia doida e divertida, mas também pode ser que cases 3 vezes, ou então que encontres a pessoa com quem construir a relação perfeita. Na verdade, és muito nova. Não há mal nenhum em investires na tua carreira nesta altura. Quer-me parecer que as hipóteses de encontrares a pessoa certa vão aumentar quando deixares de pensar tanto nisso. Se cada vez que conheces um homem na idade elegível (que no teu caso até penso que é um prazo dilatado!) ficas a pensar que tal será passar o resto da vida ou começares a imaginar como serão os vossos filhos terás um problema. Se quando conheces um homem não pensares imediatamente nele como um "potencial alvo" acho que há hipóteses de as coisas surgirem naturalmente, como também acontece nos filmes. É claro que isto leva tempo e isso parece difícil para alguém que se revela tão impaciente (tu tens 27 anos!). Mas acho que vais perceber que este é um caso que confirma uma expressão portuguesa: "Devagar que tenho pressa".
Acima de tudo, vive a tua vida, vais ver que quando estiveres casada e mãe de muitos filhos vais ter saudades das liberdades que a tua situação atual te permite.
Beijos!

Nenas disse...

LP, Acho que não apanhaste bem o sentido desta minha dissertação.
Primeiro que tudo, foi um desabafo. E depois, muito honestamente, ao contrário do que provavelmente pensarás, não estou desesperada para me casar e arranjar um marido.
Para já, sei perfeitamente que quando parar de ter esta vida louca, facilmente encontrarei alguém com quem partilhar as "minhas coisinhas". Sou "jeitosinha", um QB de inteligente, financeiramente independente e muito prendada. "A real catch!"
No entanto, não posso deixar de sentir um certo vazio quando viajo por semanas inteiras, sozinha. Sabes, faz parte da natureza humana querer companhia e querer partilhar as boas coisas da vida.
Sei perfeitamente que com 27 anos visitei mais países do que a maioria das pessoas irá visitar na vida inteira, faço o meu trabalho que me dá uma satisfação bem grande, sou reconhecida na indústria em que trabalho... Mas é também verdade que faço tudo isto sacrificando grande parte da minha vida pessoal, social e amorosa. E não, não penso tanto nisso como tu julgas. Mas sim, muitas vezes as camas dos hoteis de luxo em que vivo a minha vida, parecem demasiado grandes para uma pessoa só.
E é isto.
Mas mais te digo: quantos mais anos passas sozinho/a, mais dificil é "abrires" a tua vida e o teu espaço a alguém. E tu sabes isso melhor do que eu.
Se alguma vez desisti de alguma oportunidade da minha vida por alguém? NUNCA!!! Saí de casa aos 17, fui para Erasmus aos 20, para Bruxelas aos 23 e para a Áustria aos 24. Em qualquer destas etapas sabes bem que tinha namorados e nunca olhei para trás nem pensei duas vezes. E não me arrependo nadinha! Achas que penso demais nisso? ;)
Um beijo com saudades...

Pedro disse...

Tanto tempo, na realidade uma vida inteira, procurando por alguém como tu e agora que sei que existes...

Anónimo disse...

Só hoje li esta babuseira!!!
O marisco e a cerveja andam a fazer mal ao pessoal. Se fosse a vocês trocava-os por algo mais forte!
Um beijo com saudade... Um não, cinco e 7kg!!!!