quinta-feira, 5 de maio de 2011

Politiquices

Eu cá não entendo nada de política, de politiquices e como a crise não me afectou directamente (apesar da preocupação com a família) pouco me interessa o que se passa em Portugal. O grito do Ipiranga dei-o há 4 anos quando após centenas de tentativas falhadas não consegui encontrar emprego digno.

Pelo que vejo aqui e ali, temos os Finlandeses que não nos querem ajudar e os Austríacos que estão muito chocados com tanto dinheiro que poderá ser entregue a Portugal (diz que há placards electrónicos no metro em referência a isso, vou ver se os encontro).

Interessante. Tanto quanto sei, em 1940 ajudámos os Finlandeses:

Portugal era na altura um país encruzilhado, submergido em pobreza e constrangido por uma ditadura cruel e fascista. Os Portugueses eram nesses tempos quase todos invariavelmente pobres,analfabetos, oprimidos e infelizes, mas também trabalhadores, honestos, orgulhosos, unidos echeios de compaixão, mobilizados em solidariedade para oferecerem o que de mais pequeninoconseguiram repescar para ajudarem o necessitado e desesperado povo Finlandês.Em cidades e vilas e aldeias de Portugal, agricultores, operários e estudantes, pais e mães, que aosmilhões talvez possuíssem não mais do que apenas 3 mudas de roupa, ofereceram os para si maismodestos e preciosos bens que, mal grado a penúria, conseguiram prescrever como dispensáveis:cobertores, casacos, sapatos e casacões, e para os mais felizardos sacos de trigo e quilos de arrozcultivados à mão nas lezírias e terras baixas dos rios portugueses. As ofertas foram recolhidas por escolas e igrejas do norte e do sul, e embarcadas para Helsínquia com a autorização prévia da Alemanha Nazi e Aliados.

Já para não falar do acolhimento de centenas de crianças Austríacas durante a 2ª Guerra Mundial.

Mas isto é mesmo assim. Quando o estômago está cheio esquecemos os tempos de fome.

Uma cambada de tótós é o que nós somos, sempre a querermos ser altruístas. Eu cá tenho um bom ditado para eles todos: Nunca se cospe no prato onde se comeu.

Um beijo com saudade.

1 comentário:

Marilia disse...

A maior vergonha é a Troika dizer que o primeiro ministro mentiu ao anunciar o programa de apoio...E esta hem?---