domingo, 26 de agosto de 2007

...Uma verdadeira relíquia....

Um dos atributos físicos que me atormenta há muitos anos - para além do facto do meu IMC ter rondado até há uns 3 anos os 15 kg/m2, do meu nariz ter uma protuberância por cima e de poder partilhar facilmente soutiens com a minha sobrinha de 8 anos - é o facto do segundo dedo dos meus pés ser maior do que o primeiro.

Ora, esta constatação, primeiro que tudo, deita por terra a teoria de que o primeiro dedo se deva chamar “dedão” – porque no meu caso o dedão é o segundo e não o primeiro dedo e, em segundo lugar, e bastante inconvenientemente, quase que me impossibilita de usar as super sandálias da moda com uma pequena abertura à frente (uso-as à mesma), porque o raio do “wannabe dedão” tenta insistentemente sair do sapato.

No meio da minha agenda super ocupada em comprar aspiradores, arrumar a casa, conhecer os locais porreiros para se comer ou beber cerveja em Sankt Pölten, experimentar novas receitas culinárias e ver obsessivamente episódios das Gilmore Girls, encontrei algum tempo e pesquisei sobre este facto.

As ilações da minha pesquisa são curtas mas satisfatórias:

1) Existem enúmeras pessoas que carregam este fardo genético, descrito medicamente como “Dedo de Morton” ou “Pé Grego”;

2) Tudo estava a ir bem para os portadores do pé Grego digamos... desde alguns anos AC (não é ar condicionado, é Antes de Cristo!): A Estátua da Liberdade foi construída com o segundo dedo maior, Leonardo da Vinci desenhava esqueletos com este formato de pé, os donos de “pés Gregos” foram inclusivamente considerados mais inteligentes do que as pessoas com “pés Egípcios”, os supostamente pés "normais" (com isto concordo, pelo menos no meu caso é evidente a correlação positiva). Enfim... tudo parecia estar a nosso favor, até que, em 1927 um cromo de um médico – o tal Dudleu Morton – publicou um artigo descrevendo uma anomalia em que as pessoa teriam “dedões” mais curtos, dizendo que isto causava uma irregular distribuição do peso corporal pelos dedos dos pés e consequentemente mais traumas (mais tarde a teoria foi abandonada porque supostamente o corpo compensa este “defeito estrutural”).


3) O que acontece é que o gene do “pé Grego” é recessivo e o do “pé Egípcio” é dominante, daí que as percentagens de pessoas com o segundo tipo de pé sejam mais elevadas.
Eu encaro isto como todas as outras coisas maravilhosas dos genes recessivos: olhos azuis, cabelo liso, cabelo loiro, tipo sanguíneo negativo... Desculpem lá amigos, but... I have the full package... tenho ORGULHO EM SER RECESSIVA!

Um beijo com saudade!


PS.- Reparem SEMPRE nos pés das mais famosas modelos... Tudo "made in Greece"!

2 comentários:

Teresa disse...

Eu, pelo contrário sou bastante dominante no que respeita aos dedinhos... Tenho um grande dedão!E mesmo para os sapatos da moda em que o buraco é no meio do sapato, o meu dedão dominante teima em sair (acho que sairia mesmo que o buraco estivesse na direcção do mindinho...)!Beijinhos!!!!

Anónimo disse...

Obrigado por intiresnuyu iformatsiyu