sábado, 7 de novembro de 2009

Sandong (China) - Pequim - Singapura - Bali

Ao todo foram 9 horas de aviões, mas contando com aeroportos... digamos que comecei a saga às 18h de Sexta-Feira e acabei às 13h de Sábado. Isto tudo sem dormir. Mas que posso eu fazer? Põe-me uns filmes giríssimos no programa e eu não resisto.
Este foi o 2º (de 3) filmes que vi durante o vôo mais longo. Às tantas fiquei hipnotizada a pensar numa das cenas.
Será que os 8 anos de vivência independente (ou seja, em casas arrendadas e, na realidade, "o meu espaço") está a reduzir para nulas as probabilidades de um dia estar disposta a partilhar este espaço?
Então e se um dia não me apetece estar com o marido? Não lhe posso dizer "olha, vou para casa dormir", porque nesta altura "mi casa" será "su casa". Então como se faz? Não sei se esta ideia de casas separadas será assim tão disparatada.
Como é que isto funciona na realidade? Ou será que estamos mais uma vez a falar de "dar os tempos" e que como é impossível fazer isso quando estamos a 100% numa relação?
(Será que consigo criar aqui uma discussão acesa sobre o assunto???)

Um beijo confuso, com saudades...

4 comentários:

Pedro disse...

Lançando achas para a fogueira. Cena em três actos, passada em Lx.

I) Casal conhece-se, compram apartamentos lado a lado em Telheiras. Vivem cada um em "su casa" e de vez em quando lá se juntam. São felizes.

II) Decidem juntar-se mais e deitam uma parede abaixo; apartamento enorme, duas cozinhas, 4 wc's,... "mi casa es su casa", felicidade a rodos!

III) Proximidade a mais! Aborrecem-se de morte, chamam o pedreiro para levantar de novo a parede. Já não resulta como dantes.

Balanço: uma data de € gastos em tijolos e cimento; vendem apartamentos, compram outros em zonas afastadas. Tudo recomeça.

Calíope disse...

Não acho que seja uma ideia assim tão absurda. Trata-se apenas de estabelecer espaços pessoais... não sei, mas essa tua dúvida já me passou pela cabeça.

Nenas disse...

Pelo sim pelo não procuro t3 na zona do Lumiar/Telheiras. Nunca menos!!! lol
Um beijo com saudade.

Teresa disse...

Parece-me bem assim de repente por acaso... Mas com o tempo, acho que as pessoas querem sempre mais, e nessa altura, quando o "mais" não funciona, questiona-se se o "menos" é suficiente... E secalhar não é! Ou até é! Não se sabe!Mas deve ser estranho aceitares que tens de viver sozinha porque não funciona viver junto daquela pessoa. Será que se consegue assumir isso e ser feliz? Só experimentando!